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Caso Prof. Ederson Costa - As pessoas não são “farinha do mesmo saco”

O Brasil encontra-se imerso em um “mar de intolerância”, principalmente nas redes sociais, antes o indivíduo apenas lia o que a imprensa tradicional escrevia, mas 'nos dias de hoje, além de fazer a leitura diária dessas informações, o portador de um aparelho celular, ao alcance das mãos, também passou a escrever seus textos, emitindo seu pensamento sobre os mais variados assuntos. O problema ocorre justamente após o ato de ler e emitir a opinião do produtor do texto, nem sempre elas possuem confiabilidade, ética e veracidade.

Como exemplo desta falta de conhecimento (ou maldade mesmo), no dia 4/8/2018, tivemos o frio assassinato de Ederson dos Santos Costa (Prof. Do Instituto Federal do Pará), por um policial militar, do estado do Maranhão, Felipe Freire Sampaio Gouveia, por motivo fútil. De repente, “como em um passe de mágica”, todos os policiais de Marabá passaram a ser “taxados de criminosos” ou de “terem matado o Prof. Ederson Costa”, por alguns indivíduos nas redes sociais, como aconteceu com a falsa acusação contra o 2º Sgt PM, Vinícius, lotado na cidade de Palestina (PA), como Comandante da Guarnição Local, estando a mais de 100 km do local do assassinato do educador. Como ele poderia estar na cena do crime? 
Da mesma forma tentaram “colar” um grau de culpabilidade no Ex-Vereador de Marabá (PA), Ademar de Alencar, pela participação de Thaís Santos Rodrigues, sua sobrinha, foragida e cúmplice na morte do Professor do IFPA. “De sobrinha, filha, neta, afilhada e vizinha”, Thaís Santos já ocupou todos os graus de parentesco de Ademar de Alencar nas redes sociais. Uma clara desinformação de quem elaborou os textos. A foragida nunca morou com o Ex-Vereador nem com a avó dela. Mesmo que tivessem vividos, sob o mesmo texto, Thaís Santos possui 25 anos de idade, portanto é totalmente responsável pela participação dela nessa brutalidade que chocou o Brasil. Acusações sem fundamento “arrasam não só ao acusado, mas também a seus amigos e familiares”. Quem vai reparar esse dano moral? A justiça.

A Polícia Civil já deteve Felipe Gouveia, no estado do Maranhão, logo cabe aos policiais prenderem Thaís Rodrigues, ao Ministério Público fazer a denúncia e ao Judiciário decidir se a dupla vai a júri popular, se será inocentada ou sentenciada por um juiz. Ajudar os órgãos de segurança a prender um criminoso é bem diferente da pessoa ficar criando ilações ou mentiras nas redes sociais. Afinal, gente boa ou ruim existe em todas as profissões, não se deve compactuar com nenhum ato que generalize uma instituição pública, integrantes de uma etnia, membros de partidos políticos, instituições religiosas, a segregação racial ou homofóbica, agremiação esportiva ou cultural, entre outros, devido a um erro isolado de um de seus integrantes.
A redação do Inciso XLV, do Art 5, da Constituição Federal de 1988, traz a seguinte redação: “Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido”. Portanto, as pessoas não são “farinha do mesmo saco”. Que somente o acusado pague a pena compatível com o crime cometido, a família ou as instituições não tem nada a ver com o erro de cada um de seus integrantes. Ao contrário, todos são diferentes e responsáveis pelo ato praticado, falado ou escrito, inclusive nas chamadas redes sociais.
Autor: (Pedro Ribeiro de Souza)
Escritor
Cronista
Licenciatura Plena em Língua Portuguesa
Pós-Graduado em Produção de Texto
Prof. Rede Pública Estadual
Redator do Site de Notícias Debate Carajás

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