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Grupo político “EnDireita Marabá” publica nota em resposta ao Sindicato dos Professores em Marabá

O Coordenador da Fanpage e grupos de Whatsapp denominados “EnDireita Marabá”, Bruene Willis, leu a nota do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), publicada na noite de ontem (30), a respeito de um canal aberto aos alunos das escolas públicas de Marabá, sudeste do Pará, orientando sobre uma suposta gravação das aulas de orientação de doutrina partidária pelos professores em sala de aula, solicitou “direito de resposta”, concedido na nota abaixo, publicada hoje, pelo grupo EnDireita Marabá:

Nota ao Sintepp Marabá
“A respeito da nota do Sintepp, a página Endireita Marabá Não possui qualquer vínculo com as instituições Guarda Municipal e Câmara Municipal de Marabá-PA, temos colaboradores que possuem atividade empregatícia não só com essas entidades, mas com várias outras.

A atividade empregatícia que cada um exerce fora do âmbito do movimento EnDireita Marabá, só diz respeito a vida pessoal de cada um, aqui na página, exercermos nosso direito como cidadãos de exercer atividades políticas e sociais como a Constituição Federal nos permite.

É injusto dizer que ofendemos e perseguimos algum professor, esperamos que provem, pois quando o prefeito Tião Miranda juntamente com uma maioria de Vereadores retirou vários direitos dos educadores, nós usamos este canal para repudiar essa atitude covarde e “dar nome aos bois”.

Os professores, para nós, são heróis que merecem pleno respeito e reconhecimento, porém não podemos aceitar uma minoria, se aproveitar da sala de aula e da plateia de alunos - muitos deles menores - para “plantar” ideologias políticas de maneira manipuladora na cabeça dos alunos, e de forma arbitrária.

Dizemos ainda mais, se o professor não tem o que se preocupar, porque o receio das pessoas saberem o que estão falando na sala de aula para os alunos?

Os jovens estão lá para aprender e ter uma visão ampla das coisas e não para serem manipulados. Eles precisam conhecer todos os lados, todos os fatos, os prós e os contras para decidirem por si mesmos e serem respeitados em suas decisões”.
                                                               EnDireita Marabá 
Bruene Willis coordena o grupo EnDireita Marabá
Em contato com Bruene Willis, ele negou que, em algum momento, orientou os alunos a filmarem os professores em sala de aula. Disse apenas que “Caso o aluno se sinta intimidado, é interessante que o estudante tenha provas para se defender”. Bruene disse ainda que os professores não terão seus vídeos gravados pelos estudantes, publicados nas redes sociais. As gravações serão enviadas ao Ministério Público para os procedimentos cabíveis, pois vários jovens reclamaram de “intimidação ideológica” em sala de aula e o MP necessita acompanhar essa prática mais “de perto”, pois uma minoria dos docentes tentam induzir o aluno a votar ou seguir uma ideologia pregada por ele.
Escola Sem Partido
Sem alarde - O relatório sobre o projeto de Lei “Escola sem Partido”, também conhecido como “Lei da Mordaça”, que tem como seu embaixador, o deputado eleito e ator pornô, Alexandre Frota (PSL), deverá ser votado nesta quarta-feira (31) pela Comissão Especial que analisa a matéria na Câmara dos Deputados. O “Escola sem Partido” é uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro, o presidente eleito acredita que é preciso acabar com a “doutrinação e a sexualização ” que os alunos são submetidos, bem como expurgar a ideologia de Paulo Freire do ensino. 
Na onda da eleição de Jair Bolsonaro, o Escola sem Partido “pegou força” e ficou mais restritivo. Na versão atual, os temas não podem fazer parte de ‘materiais didáticos e paradidáticos’, ‘conteúdos curriculares’, ‘políticas e planos educacionais’ e ‘projetos pedagógicos das escolas’. Bruene Willis afirmou saber que a lei “Escola sem Partido” ainda não foi aprovada, mas o grupo EnDireita Marabá está aderindo aos movimentos nacionais para que ela “saia do Papel” e seja sancionada. 
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
A Profa Joyce Rebelo, Coordenadora do Sintepp, Subseção de Marabá, afirmou que o Sindicato dos Professores e outras entidades se dirigiram ao Ministério Público, hoje, às 15h30, para protocolar as denúncias contra o grupo EnDireita Marabá. Ela disse ainda que procurou a Secretaria Municipal de Educação (Semed), mas o Departamento de Ensino não havia recebido nenhuma reclamação sobre a conduta de cunho ideológico de nenhum professor em sala de aula. Joyce relatou que procurou a Câmara Municipal para tratar a respeito da questão em debate com os vereadores.

Observação: Permitida a reprodução desde que a fonte seja cita.

Um comentário:

  1. Interessante quando os professores são agredidos desrespeitados não tem nenhuma repercussão nenhuma punição agora basta opção de algum aluno se senti aluno se sentir constrangido e já que o professor e punido !

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