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Parada LGBTI vai às ruas de Belém em busca de paz

Em busca de paz e liberdade a comunidade LGBTI vai às ruas amanhã (21), para dar forças a 17ª Parada do Orgulho LGBTI de Belém. O tema deste ano é "Resistir para existir - Contra a LGBTIfobia: Parem de nos matar!” e é esperado 1 milhão de participantes segundo a organização do evento. A concentração será em frente ao prédio da Companhia das Docas do Pará (CDP), às 12h, e segue até o mercado de São Brás. Segundo a Associação Brasileira LGBTI, em Belém ocorre a 8º maior Parada do Brasil. 

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio de nota, somente de janeiro a setembro de 2018 foram computados 90 crimes homofóbicos em todo o Estado do Pará. Destes, 38 foram na região metropolitana. Em 2017 foram registrados 62 crimes no mesmo período. Esses números abrangem crimes como abandono de incapaz, agressão física, ameaça, calúnia, conflitos familiares, difamação, estupro, favorecimento à prostituição, homicídio, injúria e lesão corporal.  
Segundo Bárbara Pastana, coordenadora da Parada LGBTI Belém e membro do grupo Homossexual do Pará, este ano a Parada busca dar mais visibilidade para a violência contra a população LGBTI em todo o Brasil devido ao grande índice de violência. O tema faz referência a isso. "Precisamos falar sobre o crescimento da matança contra nossa população, que só tem aumentado cada vez mais. Cansamos de apenas morrer, precisamos resistir para sobreviver! A parada é uma forma de mostrarmos para a sociedade que mesmo com todos os direitos avançados nós continuamos tendo esses mesmos direitos violados com relação a vida. Nós estamos sendo assassinadas, esquartejadas e apedrejadas todos os dias. Precisamos lutar", afirma. 

A coordenadora, que também será apresentadora no segundo trio da Parada, explica que a primeira manifestação política organizada com movimentos LGBTI na rua foi em 2001, realizada na época pelo Movimento Homossexual de Belém. "A partir de 2002 nós assumimos o protagonismo da parada porque nós entendemos que precisávamos buscar a organização do movimento a nível de estado para que juntos pudéssemos unificar a força e a luta da população LGBTI", afirma. Bárbara lembra que o surgimento da parada ocorreu para culminar todos os eventos que são organizados durante a época de capacitação, festividade e manifestação.
"Ao final de todas as atividades desenvolvidas, como oficinas de capacitação, mostra de filmes e debates, nós precisávamos comemorar a programação que a gente desenvolvia. Muitos acham ainda que é uma micareta fora de época, mas é uma forma de protestar com alegria, brilho e felicidade, porque chega de morte, chega de tristeza, chega de falta de emprego, falta de direitos, apenas chega!", afirma. 

Paulo Sidônio, 24, é bissexual e acredita que a parada representa a luta pelos direitos, onde todos vão as ruas ponderar questões como homofobia, melhorias na constituição, a igualdade de gênero, pois, segundo ele, essa classe tão excluída é ignorada todos os dias. "Pedimos respeito e aceitação. Tentamos quebrar esse paradigma, pois querendo ou não somos esquecidos: 'ninguém liga se um gay, uma lésbica ou principalmente uma travesti morreu'. Buscamos com a manifestação esclarecer que nós existimos e que somos iguais e que toda forma de amor é válida. Viva a equidade!", afirma o estudante.  
De acordo com a delegada Hildenê Morais, da Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), é importante que a comunidade LGBTI procure seus direitos e ajuda quando se sentirem ameaçados ou violados. "Nós temos uma equipe especializada e praparada para atender as vítimas. Muitas pessoas não procuram por medo de não serem acolhidas, mas na DCCDH elas serão bem atendidas e terão seus direitos preservados". 

A delegacia na qual atua a delegada atende vítimas de injúria, quando a pessoa tem sua dignidade e integridade ofendidas, agressão física ou ameaças devido a orientação sexual ou identidade de gênero. Os casos de homicídio são investigados pelas respectivas delegacias dos bairros. Quando há confirmação do crime por motivos de LGBTfobia, o processo é encaminhado para a Divisão de Homicídios, especializada nas investigações e procedimentos. 
Fonte: Portal ORM

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