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Poucas propostas e muita baixaria eleitoral - TSE convoca Bolsonaro e Haddad para debater notícias falsas

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, vai se reunir, nesta terça-feira (16), com os coordenadores das campanhas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Na pauta do encontro, previsto para as 18h, em Brasília, estão as notícias falsas veiculadas especialmente nas mídias sociais. Elas passaram a ocupar o espaço da divulgação do plano de governo dos candidatos, pouca se fala em propostas voltadas para melhorar a vida do povo. 
As notícias falsas (fake news, em inglês) entraram na agenda do TSE desde o início da preparação do processo eleitoral. O tribunal chamou os partidos a assinarem um acordo contra as notícias falsas, reforçou a equipe que monitora essa prática e agora tenta um pacto entre os dois candidatos para evitar a disseminação de fake news. Ao contrário, copiando outros processos eleitorais, onde a mídia falsa teve um papel deciso, ambos os lados estão utilizando esse instrumento, sem controle, para atacar os candidatos, partidos, apoiadores e familiares. 
Para os ministros do TSE, as notícias falsas podem abalar a credibilidade do pleito. Haddad chegou a propor um acordo com o adversário para evitar as fake news, mas Bolsonaro recusou, via mídias sociais. Vale lembrar que membros da equipe de Bolsonaro se reuniram com o guru da equipe de Donald Trump, Steven Bannon, adepto das fake news, divulgando material misógino, xenófobo e racista. Dados comprovam que a equipe de Haddad vem utilizando o mesmo modus operandi de Bolsonaro em relação às notícias falsas nas redes sociais, como defesa e ataque. O eleitor sensato anda enojado dessa baixaria nas redes sociais. 
Decisões do TSE têm tirado notícias falsas da internet. Na semana passada, o ministro Luis Felipe Salomão negou um pedido da coligação de Haddad (PT/PCdoB/PROS) para remoção de conteúdo veiculado no grupo do WhatsApp “a Rede – Eleições 2018”. Para Salomão, as mensagens enviadas pelo aplicativo não são abertas ao público, como acontece nas redes sociais. Nesse caso, segundo o ministro, a comunicação fica restrita a um grupo de pessoas. Percebe-se, nesse caso, que existe falta de habilidade do próprio judiciário brasileiro para lidar com o problema, pois a concentração da divulgação das fake news está nos grupos de whatsapp, não no PV, como se diz na gíria das redes sociais.
Fonte: (Com informações do Portal ORM)


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