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Professores revoltados: Entidades ligadas à educação denunciam integrantes do grupo político “Endireita Marabá”

A deputada eleita por Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL), de Itajaí, fez uma publicação em redes sociais na noite de domingo (28), oferecendo um contato telefônico para alunos enviarem vídeos de professores em sala de aula que estejam fazendo "manifestações político-partidárias ou ideológicas". O Ministério Público (MPSC) informou que foi aberto um procedimento para apurar possível violação ao direito à educação dos estudantes.

Ontem (30), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou na Justiça com uma ação civil pública. O órgão quer a condenação por danos morais coletivos e pede que seja dada liminar (decisão temporária) para que ela se abstenha de manter qualquer tipo de controle ideológico das atividades dos professores e alunos de escolas públicas e privadas do estado, solicitando também o bloqueio do número do celular disponibilizado.

Na ação, o promotor de Justiça Davi do Espírito Santo argumenta que a deputada "implantou um abominável regime de delações informais, anônimas, objetivando impor um regime de medo" e cita a Constituição Federal.

Em Marabá, sudeste do Pará, uma imitação da postagem da deputada Ana Caroline vem causando transtorno a professores e alunos. Um grupo político denominado “Endireita Marabá”, claramente ligado ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, incita os alunos a filmarem os professores em sala de aula. De acordo com postagens nas redes sociais, as filmagens já estão ocorrendo, provocando revolta entre os educadores e a maioria dos alunos. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará publicou a nota abaixo:  

“As Eleições de 2018 demonstraram uma grande polarização entre dois lados na disputa presidencial em diversos espaços da sociedade brasileira com reflexos internacionais diariamente. Porém, estes reflexos não se resumem apenas ao debate político sobre economia, muito pelo contrário, traz junto consigo as defesas de olhares retrógrados sobre educação, cultura, saúde pública, comportamento, acesso ou não aos direitos e etc.

SINTEPP, Subsede Marabá desde seu surgimento em meio às lutas sempre a democracia através da Constituição Federal/88, por entender que o caminho de conquistas deve estar pautado e alicerçado do debate de ideias, conhecimento e respeito às diferenças. No entanto, o discurso conservador tende a eliminar de todos os espaços públicos ou não a capacidade do ser humano de pensar, refletir, organizar, divergir e reivindicar.

O Grupo do Facebook de codinome "Endireita Marabá" será denunciado pelo nossa entidade sindical no Ministério Público, uma vez que vários professores estão sendo ofendidos e perseguidos pelos administradores do grupo, com a postagem de viés perseguidor e arbitrário, que ''orienta a gravação das aulas de orientação de doutrina partidária". Esse caso é uma xerox fajuta do episódio de Santa Catarina que envolve a Deputada Estadual Ana Calorine Campagnolo (PSL) já está respondendo o processo instaurado pela 25ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina. 

Sabemos também que alguns administradores do Grupo no Facebook são Servidores Públicos da Guarda Municipal e Assessores de Vereadores da Câmara Municipal de Marabá. Portanto, são pessoas conhecidas que ocupam cargos públicos entre efetivos e contratados.


A Página criada em Marabá "Endireita Marabá", tem a Sigla do Bolsonaro 17 e deveria se preocupar e criar uma página para denunciar as mazelas das escolas, a falta de estrutura e manutenção, além de ajudar os professores a reivindicar o Piso de 2018, porém os administradores que são alguns servidores da segurança pública em conjunto com alguns assessores de vereadores da Câmara Municipal estão apenas preocupados em perseguir os professores.

Aos nossos queridos e amados professores, tranquilidade frente à esse processo, pois nós educadores, não somos "doutrinadores", como as igrejas que apoiaram Bolsonaro e arremataram todo o rebanho dos fiés com apenas um cajado. Nós, somos educadores comprometidos com a liberdade de aprender, pensar e saber para o pleno desenvolvimento do educando, sempre em defesa de um estado laico, democrático e plural”.
A Coordenação 
A ação civil pública deverá ser coletiva, Segundo informações, além do Sintepp, o Sindunifesspa e o Sinasefe, entidades ligadas à Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, deverão entrar no Ministério Público Federal, pedindo a condenação de alguns membros do grupo político “Endireita Marabá”.

Ordem dos Advogados do Brasil
Os educadores cobram da OAB, em Marabá, um posicionamento firme e democrático contra essa tentativa de intimidação do trabalho livre dos professores, em um “espaço sagrado” e resguardado pela Constituição Federal chamado sala de aula, pois Bolsonaro foi eleito, mas ainda não foi empossado e as leis que regem a educação pública no Brasil, não foram alteradas.

Ministério Público Estadual
A exemplo do Ministério Público de Santa Catarina, os educadores de Marabá esperam também uma “investigação aberta de ofício”, ou seja, por iniciativa própria por parte do Ministério Público do Estado do Pará (MPE), a respeito da ação intimidatória de membros do grupo político “Endireita Marabá”, pois não cabe a esses indivíduos, exercerem o controle das ações de um professor em sala de aula.

Professores ameaçam parar as atividades
Nos bastidores das escolas, já se inicia uma movimentação para organizar uma paralisação de advertência, nos próximos dias, caso nenhuma medida coibitiva desta prática perniciosa do grupo político “Endireita Marabá” seja tomada imediatamente, dentro do processo legal.

Observação: Reprodução pode ser ser feita desde que citada a fonte.
    

2 comentários:

  1. É fácil cobrar o respeito, mas pelo que observo é difícil respeitar, pois a proprpr matéria ao final ainda tenta ofender as igrejas, em uma clara falta de respeito, coisa da esquerda brasileira infelizmente, são desrespeitosos e só querem direitos.

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  2. Esses que apoiam uma política que destrói um país inteiro, deveriam rever seus conceitos, onde acredito eu que, a desmoralização dos professores já efato consumado e mesmo sofrendo as consequências do mal governo nesse país continuam com um ideológico que só vai levá-los a mais sofrimento. Estes poucos professores que agem com autoritarismo em sala de aula, impondo com fúria seu ideologico são os verdadeiros violadores da democracia brasileira.

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